Riffz
  Novos (e incertos) caminhos

No final do ano passado, o Radiohead lançou seu novo trabalho intitulado "In Rainbows". O que mais chamou a atenção nesse novo trabalho foi sua forma de comercialização. O Radioheado disponibilizou o download do álbum por um site na internet, permitindo às pessoas que pagassem o que quisessem por ele. Considero uma alternativa interessante e inovadora e que prova que o mercado fonográfico está em busca de um novo suporte para a música. Porém, creio que essa busca ainda vai rolar por um bom tempo e tenho minhas dúvidas quanto ao sucesso do Radiohead com relação a esta iniciativa. Abaixo, copio dois textos: um enfatizando o lado bom desta iniciativa e outro mostrando o lado ruim. A conclusão fica por conta de cada um.


Novo CD do Radiohead chega ao primeiro lugar da parada britânica

Quase três meses após ter permitido aos fãs que escolhessem o preço que pagariam pelo download de seu novo álbum "In Rainbows", o grupo britânico Radiohead chegou ao primeiro posto da parada britânica na primeira semana de lançamento no formato CD.
Segundo a revista musical "New Musical Express", o quinteto de Oxford conseguiu desbancar o grupo Take That, segundo na lista dos mais vendidos com "Beautiful World" e Leona Lewis, a grande revelação britânica, que ficou em terceiro com o aclamado álbum "Spirit".
Quatro anos após o lançamento de seu trabalho anterior, "Hail to the Thief", o Radiohead, uma das bandas de rock mais influentes da última década, anunciou em outubro que seriam os fãs que decidiriam quanto pagar pelo novo álbum.
Desde então, milhares de pessoas fizeram o download de "In Rainbows" em MP3, formato no qual o álbum foi lançado primeiramente, em outubro.
Trata-se de uma iniciativa que reafirma uma nova fase da indústria fonográfica, onde os lançamentos na internet e por selos independentes são as armas para enfrentar as grandes gravadoras.

Fonte: Folha On-line


Maioria não paga por download do Radiohead

A banda Radiohead deixou por conta dos fãs a decisão de pagar ou não pelo download do seu álbum, mas a maioria não desembolsou nem um centavo.
Essa foi a conclusão de um estudo da empresa de pesquisas de mercado comScore, que monitorou o site que dava acesso ao download da obra da banda de rock inglesa. Segundo a pesquisa, a cada 5 pessoas que baixaram o álbum, 2 resolveram pagar. O internauta norte-americano foi mais generoso: em média, pagou US$ 8 pelo álbum.
Durante o período de 29 dias abordado pela pesquisa, em outubro, 1,2 milhão de pessoas no mundo visitaram o site do álbum In Rainbows. O estudo mostrou que 38% das pessoas que baixaram o álbum quiseram pagar pela obra, enquanto 62% resolveu não pagar.
Entre aqueles que resolveram pagar, 17% pagou menos de US$ 4. Porém, 12% dos que pagaram desembolsaram entre US$ 8 e US$ 12. Em média, a quantia desembolsada foi US$ 6.
A Radiohead está investindo em estratégias inovadoras de distribuição e venda do mercado fonográfico. Depois de deixar o preço do download livre para o internauta, resolveu oferecer um box com todos os álbuns anteriores a In Rainbows digitalizado.
A partir do dia 10 de dezembro, os fãs poderão adquirir seis discos como um arquivo digital, sem bloqueio de DRM, ou armazenado num pendrive de 4 gigabytes, no formato de um urso que é o símbolo da banda.

Fonte: INFO - ed. Abril


Escrito por Rico Giglio às 14h14
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  Como essa semana foi curta e ainda tô em clima de feriado, não vou postar texto, mas deixo minha lista de músicas pra se ouvir na praia.

1. Good Times - Sprung Monkeys
2. Surf in USA - The Beach Boys
3. Cai na Água José - Os Ostras
4. Surfin Bird - Ramones
5. Oceans - Pearl Jam

Se alguém passar por aqui, deixa a lista!

Escrito por Rico Giglio às 17h24
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  Acho engraçado pensar que o clima pode influênciar o tipo de música que se produz ou até mesmo fazer surgir uma cena.

Já ouvi muitas e muitas vezes perguntas como: por que Manchester tem tradição em revelar bandas de rock? ou como foi possível que tantas bandas boas surgissem em Seattle numa mesma época?
Não existe uma resposta simples e definitiva pra isso, mas algumas fatores ajudam a entender o cenário, como, por exemplo, o clima.

Tanto Manchester como Seattle são cidades em que chove durante boa parte do ano. Sendo assim, não há muito o que se fazer, principalmente pra molecada mais nova, que acaba passando muito tempo em casa. E imagine o que muitos deles fazem pra passar o tempo: ouvem música! E depois de ficarem entediados e de saco cheio de tanto ouvir música? Chamam os amigos e vão pra garagem fazer música.

É muito louco perceber que a estética da música, na maioria das vezes, também é influenciada pelo clima da região onde ela é produzida. O tipo de música que se faz no nordeste do Brasil, não é o mesmo feito no sul e sudeste; o hardcore californiano não é igual ao hardcore nova-iorquino; a Inglaterra não é o berço das grandes bandas de rock por acaso; e o mesmo vale para os mestres do Blues nos EUA. Se parar pra reparar, em lugares mais quentes e ensolarados, a música é mais "leve", mais "quebrada". Enquanto em lugares mais frios e cinzas, ela é mais "rígida", mais "pesada".

Já a qualidade, essa não tem jeito, vem da formação musical de cada um e do talento. O clima influência apenas o olhar que o músico tem sobre aquilo que produz.

Escrito por Rico Giglio às 18h01
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  Ouvi essa música na Brasil 2000 hoje e acho que vale o registro, afinal, é um clássico dos anos 90.

"No caminho é que se vê
a praia melhor pra ficar,
tem a hora certa pra beber
uma cerveja antes do almoço é muito bom
pra ficar pensando melhor"

A Praiera - Chico Science e Nação Zumbi

Escrito por Rico Giglio às 13h41
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  Listinha de hoje:

1. Oceans (Pearl Jam)
2. Only Happy When It Rains (Garbage)
3. Pretty Vacant (Sex Pistols)
4. Zombie (Cranberries)
5. Don't Believe The Hype (Public Enemy)

Escrito por Rico Giglio às 13h40
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  Os anos 80 marcaram o início de uma cena de rock nacional muito forte, algo que até então não havia no Brasil. Toda a estrutura começou ali. Bandas importantes apareceram naquele momento e influenciaram e ainda influenciam uma série de outras bandas que vieram depois.

Os anos 90 têm como marca bandas que procuravam mistuar o rock com ritmos regionais brasileiros ou mesmo de outros países. Posso citar o Raimundos com seu Forrocore; o Planet Hemp, que misturou rock com rap quando isso ainda não era muito comum; o Skank e o Cidade Negra que não faziam um reggae tradicional; o Sepultura, que misturou o metal com os tambores da Timbalada, se não me engano; os Virgulóides, que misturavam rock com samba; e, principalmente, Chico Science e Nação Zumbi, que encabeçaram o momento mais importante de música brasileira na década de 90 e um dos mais importantes da música nacional no geral, misturando perfeitamente o rock com ritmos típicos de Pernambuco.

E nesta década, o que se destacou? Posso citar a cena "indie" que existe há muitos e muitos anos, mas que se desenvolveu graças às novas tecnologias e ganhou tanto espaço que contribuiu muito para a decadência das grandes gravadoras. Isso sem dúvida nenhuma é algo grande, mas, pensando apenas em música, não consigo apontar nada de novo que tenha surgido nessa década e que seja suficientemente original, forte e importante pra deixar a sua marca. Será que tô ficando saudosista?!

Escrito por Rico Giglio às 14h32
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  Ska

Imagine um reggae tocado de maneira mais acelerada. Acrescente a isso uma maior presença de metais. Agora, pegue emprestado do rock um som de guitarra mais pesado. Coloque depois letras inteligentes, bem-humoradas ou sarcásticas. Dessa mistura se tira um dos sons mais loucos que já ouvi: o Ska.

Dica: é explosivo se misturado com o hardcore (skacore). Pra entender melhor, ouça Goldfinger, The Mighty Mighty Bosstones e Less Than Jake.

Por último, toda banda de Ska que se preze tem como uniforme terno, gravata, sapato e chapéu.

Com tanta coisa legal misturada, fico pensando: por que o Ska não tem o reconhecimento merecido?
Eu não tenho a menor idéia.

Escrito por Rico Giglio às 09h25
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  Do the Evolution (Pearl Jam)

I'm ahead, I'm a man
I'm the first mammal to wear pants, yeah
I'm at peace with my lust
I can kill 'cause in God I trust, yeah
It's evolution, baby

I'm at peace, I'm the man
Buying stocks on the day of the crash
On the loose, I'm a truck
All the rolling hills, I'll flatten 'em out, yeah
It's herd behavior, uh huh
It's evolution, baby

Admire me, admire my home
Admire my son, he's my clone
Yeah, yeah, yeah, yeah
This land is mine, this land is free
I'll do what I want but irresponsibly
It's evolution, baby

I'm a thief, I'm a liar
There's my church, I sing in the choir
(hallelujah, hallelujah)

Admire me, admire my home
Admire my son, admire my clones
'Cause we know, appetite for a nightly feast
Those ignorant Indians got nothin' on me
Nothin', why?
Because... it's evolution, baby!

I am ahead, I am advanced
I am the first mammal to make plans, yeah
I crawled the earth, but now I'm higher
2010, watch it go to fire
It's evolution, baby
Do the evolution
Come on, come on, come on

Escrito por Rico Giglio às 16h09
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Já ia me esquecendo de colocar na lista do dia Purple Haze do Hendrix.

"Excuse me while i kiss the sky" (Hendrix - Purple Haze)



Escrito por Rico Giglio às 13h50
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Playlist de hoje:

1. Burnout (Green Day)

2. Having a blast (Green Day)

3. Long View (Green Day)

4. Welcome to paradise (Green Day)

5. Rocky (Dog Eat Dog)



Escrito por Rico Giglio às 13h46
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  Hoje, escutei Coffee Shop dos Chili Peppers e essa música me fez lembrar de algo que me convenci há algum tempo. O Red Hot Chili Peppers talvez seja a banda mais original da minha geração. Posso escrever um texto enorme pra me justificar e vou fazer isso assim que tiver mais tempo, mas, por agora, deixo somente um argumento: nenhuma outra música que eu conheça tem um solo de baixo tão insano como o que rola no final de Coffee Shop. Se eu tivesse que montar uma banda, sem dúvida nenhuma, começaria pelo Flea no baixo.

Escrito por Rico Giglio às 14h18
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  Ari, não podia deixar seu aniversário passar batido. Aqui estão dez músicas que explicam porque não te troco por nada.

1. "Com ela eu vivo em paz, só eu sei o bem que ela me faz" (Rumbora)
2. "She's eletric, can i be eletric too?!" (Oasis)
3. "Gostei do seu charme e do seu groove" (Cachorro Grande)
4. "o corpo dela ofusca a luz do sol" (Skank)
5. "If i could be king, even for a day, i would take you as my queen, i would have it no other way" (Eric Clapton)
6. "8 days a week is not enough to show i care" (The Beatles)
7. "I know a place where I can go when I’m alone, Into your arms, into your arms I can go" (Lemonheads)
8. "Sigo o som da sua voz, que me faz ouvir melhor" (Forfun)
9. "As rosas não falam, simplesmente as rosas exalam, o perfume que roubam de ti" (Cartola)
10. "Breathe out, so I can breathe you in, hold you in" (Foo Fighters)

Te amo muito, Loira.


Escrito por Rico Giglio às 14h22
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  Banda boa é igual a um bom livro. Por mais que você a escute, parece que sempre há algo novo ali pra chamar a atenção.

Tô ouvindo direto Gas Panic, uma das faixas do álbum Familiar to Millions, do Oasis. Essa música passou despercebida por mim até hoje cedo, quando tocou no som do meu carro. O mais impressionante é que já ouvi esse álbum muitas vezes e nunca tinha reparado nessa música. A letra e os arranjos são muito bons e o fato de ser tocada ao vivo dá um peso diferente pro som.

É isso que me faz ouvir certas bandas muitas e muitas vezes e não me cansar delas, pois sempre há novidade, algo que não as deixa envelhecer.

Escrito por Rico Giglio às 14h10
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  Aprendi a respeitar bandas que arriscam, mudam o estilo de seu som com o propósito de evitar a repetição daquilo que já foi feito. Porém, penso também que na maioria das vezes isso não vem de graça. Geralmente, há uma tendência em determinada cena musical que leva a novos caminhos.

Ontem assisti a um programa, na MTV, que falou um pouco sobre a carreira do Skank. Entre outras coisas, foi mencionada a mudança de rumo que a banda tomou a partir de Maquinarama (2000), quando o Skank trocou o reggae pelo rock. A explicação dada pela banda para a mudança no som foi a necessidade de fazer algo novo e a influência dos Beatles na vida de cada um dos integrantes.

Até aí tudo bem. A proposta era realmente válida, mas, na verdade, penso que há mais um motivo importantíssimo que foi escondido. Durante a década de 90, a cena do reggae aqui no Brasil e mesmo nos EUA era muito forte. A exposição era grande tanto na televisão quanto no rádio. Por isso, fazer reggae era uma boa pedida e o Skank sacou isso. Já no final dessa mesma década, o cenário começou a mudar e o reggae perdeu muito espaço. Festivais grandes, como o Ruffles Reggae (que aconteceu durante 2 anos aqui em Sampa e trazia nomes de peso), foram extintos e muitas bandas estavam encerrando suas atividades ou caindo no esquecimento (onde está o Cidade Negra, por exemplo), pois já não eram mais interessantes. Justamente nesse momento o Skank lança Siderado, o último álbum da banda com uma pegada mais reggae, mas que, ao mesmo tempo, já aponta para uma mudança de direção, com algumas canções mais clean, sem muitos elementos, como no caso da música Resposta, que ganhou arranjos típicos de uma balada rock/pop. Depois de Siderado, os trabalhos do Skank passaram a ter uma pegada de rock britânico, "coincidentemente" num momento em que esse tipo de som passou a ser a bola da vez (e continua sendo).

Não estou querendo tirar os méritos do Skank, banda que gosto muito e que considero uma das mais imortantes da história da música popular no Brasil. Pelo contrário, a banda soube o momento certo de fazer a transição e, mais importante ainda, não perdeu a qualidade e nem seu público fiel, pois o som continuou a ser honesto. Quis apenas colocar um pensamento meu de que, na música, as mudanças sempre vêem inseridas num contexto. Elas não acontecem do nada, pela simples necessidade de não se repetir. Acho que a necessidade que fala mais alto é a de sobrevivência e, para isso, seguir tendências não é garantia de nada. O mais importante é ter talento e é isso que mantém o Skank forte e na ativa até hoje.


Escrito por Rico Giglio às 15h01
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  Trilha sonora pra batalha de domingo no lá no sul:

Aqui tem um bando de louco...
Louco por ti Corinthians
Pra aqueles que acham que é pouco
Eu canto até ficar rouco
eu canto pra te empurrar
vamos vamos meu Timão, vamos meu Timão
Não Pára de Lutar!

VAI CORINTHIANS!!!


Escrito por Rico Giglio às 13h36
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